26 de julho de 2013

QUINO

ABAIXO A SOCIEDADE DE CONSUMO

SINGIN' ALONE

Arnaldo Baptista, ex-lider da banda Os Mutantes, relança o seu álbum Singin" Alone , de 1982. Deve aportar nas lojas da província em agosto. Quem quiser uma palhinha:http://www.deezer.com/br/album/6769064

9 de julho de 2011

FREI BETTO - VORACIDADE CONSUMISTA

Para o filósofo Edgar Morin, a ciência, ao buscar autonomia fora da tutela da religião e da filosofia, extrapolou os próprios limites éticos, como a produção de armas de destruição em massa. Os cientistas não dispõem de recursos para controlar a própria obra. Há um divórcio entre a cultura científica e a humanista.
Exemplo paradigmático desse divórcio é a atual crise econômica. Quem é o culpado? O mercado? Concordar que sim é o mesmo que atribuir ao computador a responsabilidade por um romance de péssima qualidade literária.
Um dos sintomas nefastos dos tempos em que vivemos é a tentativa de reduzir a ética à esfera privada. Fora dela, tudo é permitido, em especial quando se trata de reforçar o poder e aumentar a riqueza. Obama admitiu torturar os prisioneiros que deram a pista de Bin Laden, e não houve protestos com suficiente veemência para fazê-lo corar de vergonha.
A globocolonização, inaugurada com a queda do Muro de Berlim, conhece agora sua primeira crise econômica. E ela explode no bojo da fragmentação da modernidade. “Tudo que é sólido se dissolve no ar...” Vale acrescentar: “... e o insólito, no bar”.
Esfareladas as grandes narrativas que norteavam a modernidade, abre-se amplo espaço ao relativismo. O projeto emancipatório se dilui no terrorismo e no assistencialismo compensatório guloso de votos. O futuro se desvanece.
Para os arautos do neoliberalismo, “a história terminou”. O presente é, hoje, o moto perpétuo. O passado, mera evocação, como a pintura que se contempla na parede de um museu. Nada de querer acertar contas com ele.
Graças às novas tecnologias, o espaço se contraiu e o tempo se acelerou. O outro lado do mundo está logo ali, e o que lá ocorre é visto aqui em tempo real. Tudo isso impacta nossos paradigmas e nossa escala de valores. Paradigmas e valores soam como contos da carochinha comparados a ensaios de bionanotecnologia.
O mundo real se cindiu e não condiz com o seu duplo virtual. Via internet, qualquer um pode assumir múltiplas identidades e os mais contraditórios discursos. Agora, todos podem ser simulacros de si mesmos.
Não há mais propostas libertárias que fomentem utopias, nutrem esperanças e semeiem otimismo. Ao olhar pela janela, não há horizonte. O que se vê reforça o pessimismo: o aquecimento global, a ciranda especulativa, a ausência de ética no jogo político, a lei do mais forte nas relações internacionais, a insustentabilidade do planeta.
Se não há futuro a se construir, vale a regra do prisioneiro confinado à sua cela: aproveitar ao máximo o aqui e agora. Já não interessam os princípios, importam os resultados. O sexo se dissocia do amor como os negócios da atividade produtiva.
A cultura do consumismo desencadeia duas reações contraditórias: a pulsão pela aquisição do novo e a frustração de não ter tido tempo suficiente para usufruir do “velho” adquirido ontem... A competitividade rege as relações entre pessoas e instituições. Somos todos acometidos de permanente sensação de insaciabilidade. Nada preenche o coração humano. E o que poderia fazê-lo já não faz parte de nosso universo teleológico: o sentido da vida como fenômeno, não apenas biológico, mas sobretudo biográfico, histórico.
Agora a voracidade consumista proclama a fé que identifica o infinito nos bens finitos. O princípio do limite é encarado como anacrônico. Azar nosso, porque todo sistema tem seu limite, da vida humana ao mercado. Sabemos por experiência própria o que acontece quando se tenta ignorar os limites: o sistema entra em pane. Mas, em se tratando de finanças, não se acreditava nisso. A riqueza dos donos do mundo parecia brotar de um poço sem fundo.
Duas dimensões da modernidade foram perdidas nesse processo: a dignidade do cidadão e o contrato social. Marx sabia que a burguesia, nos seus primórdios, era uma classe revolucionária. O que ignorava é que ela de tal modo revolucionaria o mundo, a ponto de exterminar a própria cultura burguesa. Os valores da modernidade evaporam por força da mercantilização de tudo: sentimentos, ideias, produtos e sonhos.
Para o neoliberalismo, a sociedade não existe, existem os indivíduos. E eles, cada vez mais, trocam a liberdade pela segurança. O que abastece este exemplo singular de mercantilização pós-moderna: a acirrada disputa pelo controle do mercado das almas. As religiões tradicionais perdem seus espaços territoriais e o número de fiéis. Agora, no bazar das crendices, a religião não promete o céu, e sim a prosperidade; não promete salvação, e sim segurança; não promete o amor de Deus, e sim o fim da dor; não suscita compromisso, e sim consolo. Assim, o amor e o idealismo ficam relegados ao reino das palavras inócuas. Lucro e proveito pessoal são o que importam.

Frei Betto é escritor, autor de “Cartas da Prisão” (Agir), entre outros livros.

28 de junho de 2011

JAGGER NO BRASIL

Sérgio Motta, Mick Jagger e Big Boy na Joatinga, em 1976, quando o Stone veio se esbaldar no Brasil. Big Boy, pra quem não conheceu foi um DJ famosíssimo da década de 1970, morto prematuramente. A foto é do livro Sexo, Drogas e Rolling Stones de José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues.


5 de junho de 2011

EDUARDO GALEANO

RUPTURAS

Rigoberta Menchú, filha do povo maia, que é um povo de tecelões, adverte que estamos "com a esperança num fio".

E assim é. Num fio. No manicômio global, entre um senhor que acha que é Maomé e outro senhor que acha que é Búfalo Bill, entre o terrorismo de atentados e o terrorismo da guerra, a violência nos está destecendo.

2001


Do livro O teatro do bem e do mal

LP&M Pocket

30 de maio de 2011

30 DE MAIO - DIA DAS BANDEIRAS

Quanta falta me faz o Glauco!!!!!

DARCY BIBEIRO




"Por muitos anos estivemos na condição dos índios xavantes, que, ao aprenderem a utilizar machados de aço, não mais puderam prescindir deles e se viram atados a seus fornecedores. Estamos novamente caindo no risco de subordinação, representada pela dependência de normas e de saber técnico".

PRIMAVERA



“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.”



Cecília Meireles

COLETIVO MONSTRA



Purgatório, Paraiso e Inferno é o nome da mostra com o trabalho dos oito artistas que compõem o Coletivo Monstra, no Sobrado Dr. José Lourenço (rua Major Facundo, 154 - Centro de Fortaleza). Vai até 31 de julho. E a entrada é gratuita. Vamo lá, negada!!!

INTELIGÊNCIA ADMINISTRATIVA




Bicicletas da Prefeitura de Paris que podem ser alugadas por qualquer pessoa, desde que esta use seu cartão de crédito para tal. Como todos os usuários são identificados, a probabilidade de furto é mínima. A cada 300m tem uma estação dessas e a primeira meia hora é gratuita. Vi várias pessoas de paletó ou roupas de trabalho usando dessas bichinhas durante o dia. Com um pouquinho de inteligência e um montão de boa vontade dá pra se fazer tanta coisa!!!!!