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19 de maio de 2009

DROGA DE AMOR

A norte-americana Victoria Thorp, de 19 anos, ama Aquilla Wilson, de 18 anos.
Wilson estava preso acusado de posse e venda de drogas.
Para ver o namorado, Victoria entrou por uma janela da cadeia.
Descobertos, Áquila fugiu através da janela, deixando a amada em seu lugar.
Victoria Thorp foi presa acusada de ajudar um prisioneiro a escapar e de entrar com contrabando na prisão.
Para desgosto dos outros presos, já que as mulheres de Gainsville, nos EEUU, dizem não confiar mais em detidos daquela cidade.

16 de março de 2009

UM PARTO DE AMOR

Munira será mãe de duas crianças gêmeas, que vão nascer até a primeira semana de maio.
Adriana também será mãe das mesmas crianças.
Adriana carrega na barriga os óvulos fecundados que pertenciam a Munira.
Os bebês já têm nome: Eduardo e Ana Luísa.
Serão paridos e amamentados por Adriana, concebidos por Munira.
Munira ama Adriana,
Que ama Munira,
Que vai ser mãe
Dos filhos que Adriana parir.
Vão registrar os filhos com os sobrenomes das duas.
E o nome das duas mães.
Uma família, enfiim.
Amor. Sublime e estranho amor.

(na quartinha)

9 de março de 2009

AMOR NA GALERIA

Alexsandro Araújo, o Tigrão, é flanelina.
Pobre, não tem casa.
Mora a dez anos numa galeria pluvial.
Café da manhã, só se for de favor.
Almoço e jantar, com a féria do dia.
Quando chove forte, luta pra não ir junto com as águas.
A população sabe dele.
O Estado e a Prefeitura, também.
Até agora, nada se fez para minorar seu sofrimento.
Maria Fernanda morava com o filho, a mãe e o padastro numa casa.
Ama Alexsandro, que ama Maria Fernanda.
Desempregada, também virou flanelinha.
Hoje, mora com Alexsandro.
Na galeria.
Melhor com ele, na galeria
Do que sem ele, numa casa.
Amor, estranho e sublime amor. (na quartinha)

2 de março de 2009

BARES E NAMOROS

Outra noite, entre uns petiscos de queijo de cabra com uma Devassa Loira comentou-se que o colóquio amoroso de uma amiga próxima, não podia “ir para a frente”, pois o jovem mancebo por quem ela está enamorada não perde uma rodada de copo toda sexta, num bar onde mulheres não são exatamente as mais bem-vindas. Ou seja, um boteco réi fulerage, cheio de macho, como se diz na Alencária.
Meus amiguins (de novo a Alencária). O fato de o rapaz freqüentar toda semana, um bar onde a quase totalidade da clientela é masculina não arranha em nada o namoro dos dois, até porque, é NAMORO e, portanto, é: namoração, galanteio, derriço, bredo, camote, cera, chamego, embeleco, grude, mormaço, paleio, prosa, sebo, sumbaré, tijolo, tribofe, xodó. (olha o Aurélio XXI aí, gente!).
Eu mesmo, freqüentei o Bar do Airton, quando ainda era um local onde os gentis homens se reuniam para fazer fuxico de homem, que é diferente do fuxico da mulher (não é pior, nem melhor, é diferente). Nessas horas de bares, os saudáveis freqüentadores deixam a vida passar com menos neurose, digerindo conversas que, na maioria das vezes, serão esquecidas no dia seguinte e que dizem respeito unicamente, ao universo masculino, da mesma forma que existem conversas que pertencem ao universo feminino. E não estou falando dessa coisa machista que mulher só fala de menino, empregada e novela. Existem momentos em que o homem quer falar com homem e mulher quer falar com mulher.
Não me venham com essa que homem e mulher são iguais, são farinhas do mesmo saco. São diferentes, e é por isso que é bom!
Mas, voltando à freqüência do senhorzinho ao boteco em questão. Que mal há em se gastar poucas horas de um dia, e são poucas mesmo, comparadas com as horas que passamos no trânsito, por exemplo, conversando com amigos de infância, mesmo que o tenhamos conhecido há quinze minutos? Acho até que é bastante salutar ao casal, ele se dar algumas horinhas de separação, até para criar um temperozinho de saudade na hora do “chega prá cá”. Qual mulher nunca recebeu aquele telefonema tarde da noite do amado, repleto juras de amor, que dificilmente seriam feitas, não fosse a junção do álcool com a saudade? E esse telefonema não terminou em sexo ao som de um bolero ou um samba canção? Vai me dizer que isso não é bom!
O problema passa a existir a partir do momento em que ir ao bar se torna um programa muito mais gostoso que se encontrar com a outra metade da laranja. Ou seja, a cara-metade não é mais tão cara-metade assim. Mas, isso é outro assunto.
Acho que nós, homens e mulheres devemos tomar cuidado não deixar que neuroses ancestrais queiram nos transformar em proprietários ao invés de amantes.
Ou como diz o doutor Tarcizio: “Prá se prender alguém, só com muita liberdade”.