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30 de março de 2010
25 de agosto de 2009
4 de junho de 2009
A MORTE DO GAFANHOTO
Lá pelo início da década de 70, meu amigo Murilinho, récem chegado dos Esteites, falou-nos de uma série de televisão que estava bombando na matriz. Kung Fu, com David Carradine. Tão logo foi exibida aqui na Brazuca, virou mania nacional. Semanalmente, a gente sentava diante da TV para ver as aventuras de Kwai Chang Caine, um monge shaolin fugitivo da China, por ter morto o sobrinho do imperador, em vingança pela morte do seu mestre Po. O sino-americano se embrenha no oeste americano em busca de seu meio-irmão enquanto foge dos caçadores de recompensa que querem capturá-lo e enviá-lo à China, onde seria executado.A série, era uma festa de sábios conselhos -muito melhores que os enviados hoje via internet, pois o china (apelidado de gafanhoto pelo mestre) era um cara do bem. Só que difilcilmentele escapava de uma confusão. Invariavelmente encontrava pessoas que de uma forma ou de outra tentavam prejudicá-lo. Aí, era outra festa: de sopapos. Era golpe de kung fu para tudo que é lado, até não sobrar nenhum inimigo. Claro, que todos desmaiados, pois o shaolin não matava uma mosca. Certa feita, ele travou uma luta com um negro fugido do Brasil, onde aprendeu capoeira. Acho que foi a luta inesquecível da série. Acabaram ficando amigos e se jutaram em luta contra os "bandidos". Coitados. Se contra um monge shaolin não tinha como vencer, imagine esse monge acompanhado de um mestre de capoeira. E tome pernada e sopapo.
A série fez tanto sucesso no Brasil, que virou até marchinha de carnaval, em 1975:
Marcha do Kung Fu
(Brasinha)
Kung, Kung, Kung, Kung Fu
Chinês valente,
Homem prá xuxu.
Kung, kung, kung, kung fu
Quando ele briga
Pula mais que um canguru.
A sua filosofia
É fazer o bem a quem puder
O kung só está errado
Porque não é ligado em mulher.
Na matriz também virou letra de música: Kung Fu Fighting, de Carl Douglas.
Com o fim da série, Keith trabalhou em filmes sem obter o mesmo sucesso, tendo renascido em Kill Bill, de Kentin Tarantino, onde faz o papel título, um chefe de um grupo de super-bandidos especialistas em , adivinhe, artes marciais. Antológica a cena que Bill e Beatrix Kiddo (Uma Thurman), ex-amada e atual inimiga mortal, conversam polidamente antes de entrarem em confronto mortal.
Não vou inventar aqui motivos e suposições sobre sua morte violenta. Só lamentar a morte do ator que me presenteou com tantas belas imagens. Tchau, gafanhoto.
25 de maio de 2009
2 de abril de 2009
OBRIGADO, BELA CEARENSE
montagem de fotos extraidas na internetNo livro Diário de Bagdá (A Guerra do Iraque Segundo os Bombardeados), de Sérgio D’Ávila (texto) e Juca Varella (fotos), encontra-se a seguinte história:
Após os bombardeiros e já estando a capital iraquiana sob o domínio americano e inglês, alguns locais tinham acesso proibido para jornalistas que não apresentavam credencias expedidas pela Coalizão. Os profissionais de imprensa brasileiros não eram exatamente os mais bem vindos, principalmente pelas críticas que o governo brasileiro fazia à intensidade dos ataques. Sérgio e Juca, por diversas vezes, tentaram visitar áreas restritas, totalmente em vão. Teimosos, decidiram tentar mais uma vez. Saíram do hotel, certos que poderiam levar mais um não na cara. Um deles, com a bandeira do Brasil sobre os ombros. Ao vê-los, o oficial norteamericano responsável pela guarda do prédio, puxou conversa e confessou-lhes que sua namorada mais memorável tinha sido uma linda cearense. Por conta das lembranças de uma mulher tão marcante, deu-lhes permissão para entrarem e fotografarem os palácios onde Saddan Hussein morava (na quartinha).
Após os bombardeiros e já estando a capital iraquiana sob o domínio americano e inglês, alguns locais tinham acesso proibido para jornalistas que não apresentavam credencias expedidas pela Coalizão. Os profissionais de imprensa brasileiros não eram exatamente os mais bem vindos, principalmente pelas críticas que o governo brasileiro fazia à intensidade dos ataques. Sérgio e Juca, por diversas vezes, tentaram visitar áreas restritas, totalmente em vão. Teimosos, decidiram tentar mais uma vez. Saíram do hotel, certos que poderiam levar mais um não na cara. Um deles, com a bandeira do Brasil sobre os ombros. Ao vê-los, o oficial norteamericano responsável pela guarda do prédio, puxou conversa e confessou-lhes que sua namorada mais memorável tinha sido uma linda cearense. Por conta das lembranças de uma mulher tão marcante, deu-lhes permissão para entrarem e fotografarem os palácios onde Saddan Hussein morava (na quartinha).
P.S. No livro não há menção ao nome da cearense que namorou com o oficial, nem qualquer foto sua. Fiz a montagem fotográfica acima para prestar uma homenagem a todas as mulheres cearenses, nascidas ou radicadas, utilizando a imagem de Vanessa Vidal, Miss Ceará 2008. Mulher belíssima, inteligente, batalhadora que me fez prestar atenção numa Miss, depois de exatos quarenta anos. A última foi Vera Fischer. Mas, aí é outra história.
1 de abril de 2009
RIR É BOM
foto obtida na internet
Dia 01 de abril, dia do humorista, coincidentemente também dia da mentira. Minha humilde homenagem a todos aqueles que me fizeram rir. Homenagem também ao Brasil que sabia valorizar seus humoristas.
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