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3 de abril de 2009

O MELHOR EMPREGO DO MUNDO



O departamento de Turismo de Queensland está realizando o processo seletivo para o melhor emprego do mundo. Sobraram 16 finalistas, de mais de 18.000 candidatos do mundo todo. O(A) vencedor(a) receberá um salário mensal de US$ 100 mil, cerca de R$ 224 mil, para ocupar a vaga de 'zelador' de uma ilha da grande barreira Coralina, o maior recife de corais do mundo. Além de lavar a louça, trocar roupa de cama, botar o lixo prá fora, passar roupa e varrer a sala, o trabalho, incluirá fotografar, gravar vídeos e publicar semanalmente informações do local em um blog. Mais informações, na quartinha.


Vista aérea do local de trabalho. Tudo lindo, tudo maravilhoso, mas não vi nenhum bar.

27 de março de 2009

O PALHAÇO O QUE É...(2)

No dia 24 de março, quando coloquei um post sobre o trabalho do fotógrafo Jacques Antunes, sobre os circos de Fortaleza, não coloquei o sistema de compras do VCD. Pois aí vai: direto com ele, através do email jaxantunes@pop.com.br e/ou com Silêda (silkin@ig.com.br). Valor do VCD: R$10,00 fora a postagem (no caso de compra fora de Fortaleza).
Eu já tenho o meu.

24 de março de 2009

O PALHAÇO, O QUE É...

RESPEITÁVEL PÚBLICO!!!!!
A primeira vez que ouvi “in loco” esta inconfundível frase foi no Circo Mexicano, lá pelos 68/69, instalado numa área de praça ainda não urbanizada em frente à Igreja de N. S de Fátima, na av. Treze de Maio. Lembro-me do encantamento que a estrutura de lona me causou com todo aquele universo ainda meu desconhecido. Os trailers, caminhões, jaulas, elefantes, ciganas que liam nossos brilhantes futuros nas palmas das mãos.
Fui com meus dois irmãos à sessão do sábado à tarde, cada um com 200 cruzeiros para a merenda. Uma espiga de milho assado custou cem cruzeiros (Não sei como eu me lembro, mas eu me lembro). Palhaços, malabaristas, trapezistas, mágicos, domadores, globo da morte.
Depois veio o Circo Thiani, o Circo Garcia, o Orlando Orfei, com o espetáculo das Águas Dançantes, belíssima atração em que as fontes de água iluminadas acompanham o ritmo de sua música. (Na quartinha)

Como quase todo mundo, fui deixando a adultidade tomar conta da minha vida e o mundo, por sua vez, foi ficando mais tecnológico e menos amador, de forma que os circos de hoje são o Circo da China, o Cirque de Soleil, que a gente assiste em casa, via DVD. Mega-espetáculos lindos, maravilhosos, sem quaisquer falhas, que enchem nossos olhos e ouvidos de beleza. O profissionalismo e a tecnologia a serviço do nosso lazer.

Mas, o velho circo pobre a amador (de amor) ainda existe. O fotógrafo Jacques Antunes, apoiado pelo Edital de Incentivo à Fotografia da Prefeitura de Fortaleza, elaborou um VCD, Pessoal do Circo, com fotos suas tiradas de espetáculos circenses que tramitam pela periferia da Loura do Sol.
Registros belíssimos do dia-a-dia, quase sempre com poucos recursos, de dezesseis circos mambembes: Circo Alegria, Capucho Circo, Circo Educativo, Circo Gleise, Circo J. Gomes, Hingle Circo, London Circo, Circo Los Ribeiros, Circo Meridiano, Marlin Circo, Mirtes Circo, Circo do Motoka, Circo Neves, Circo Show, Tropical Circo, World Circo.
As montagens, os vendedores, os artistas, o público, as crianças. Principalmente as crianças. Todos focados pela visão poética do fotógrafo. Puro divertimento e delícia. Salve o Circo.
Valeu, Jacques.

10 de março de 2009

PAPAI ME EMPRESTA O CARRO


Lucien Reis, supervisor de equipe de uma empresa de operação de marketing em Porto Alegre (RS) descobriu que Lucien Lima, divulgador da mesma empresa, é seu filho.
A descoberta começou com a coincidência dos nomes. Aí, papo vai, papo vem, mostra de fotografias antigas, conversa do filho com a mãe... Confirmou-se a suspeita.
Resumindo o causo: O Lucien pai namorou com a mãe do Lucien filho. Quando esta se descobriu grávida, decidiu cuidar do pequerrucho sozinha, mesmo amando o namorado. Razões que nós, homens não temos capacidade de entender.
Daí, anos depois, a verdade se revela. O pai nem pensa em fazer teste de DNA. Assumiu o filho barbudo, que já passou com ele o Natal e alguns dias de férias. O pai adotou o próprio filho de 22 anos.

Pense numa estória invocada!
O marido chega em casa extenuado após a labuta diária. A mulher toda docinha, pergunta:
- Alguma novidade do trabalho, amor?
- Sim. Tenho um filho, de 22 anos, que trabalha comigo.
Imagino o que não passou pela cabeça dela.

O que achei interessante, nesse acontecimento, foi a aparente alegria do encontro. Seria até fácil de se imaginar mágoas, ressentimentos, ranger de dentes.
Mas, algumas pessoas parecem que têm um espírito elevado. Ao invés de ficar reclamando, jogando praga, os dois resolveram se entender como poucas pessoas civilizadas.
Lembro de um amigo que numa madrugada de bares, colidiu seu “batmóvel” com outro carro de motorista igualmente boêmio. Ao invés de socos e tapas foram ao bar mais próximo discutir sobre a “barruada” e acabaram amigos.
Não pense você, que eu defendo o mix de carro e bebida. Prefiro deixar o carro em casa e sair de táxi. È muito melhor. O que quero dizer, no exemplo acima, é que quando se procura ver os acontecimentos do dia sob uma ótica diferente da desgraça, a vida fica mais leve. Quantas oportunidades se perdem numa cara amarrada, tipo “ninguém me ama”, o mundo não presta.
Às vezes me pego prestando atenção nos movimentos do Pequeno João. Quando recebe um não inesperado, seu emburramento não demora 20 segundos. A vida é muito rápida para se perder tempo com tristezas.
Meus parabéns Lucien, pai e filho (na quartinha).

4 de fevereiro de 2009

GOSTOSAS E PELADAS

Alguns assuntos, mesmo os mais corriqueiros das mesas de copo, quando suscitam opiniões totalmente antagônicas devem ser conduzidos de forma a não se perpetrar injúrias pessoais ou qualquer forma de agravo entre os debatedores. Esta semana presenciei um embate entre dois pródigos amigos da noite, o Boquita e o Taumá.
Boquita estava exultante com o parecer de um juiz, no Rio de Janeiro, que, segundo o seu entendimento, afirma categoricamente que a televisão serve basicamente para duas coisas: ver as gostosas do BBB e as peladas do campeonato carioca. E de posse deste salvoconduto imagina obrigar sua mulher a se dignar servi-lo na hora dos jogos de futebol e nas transmissões da “casa mais vigiada do Brasil”, de uma friinha com tiragosto, sem qualquer sintoma de desagrado.
Já o Taumá argumentava que o lar é o templo sacrossanto da família e que tais vilanias não deviam ser ali perpetradas. É o local onde criamos nossos filhos. No seu entender é desonroso para qualquer mulher, a visão do marido defronte da televisão da casa, babando pelas gostosas, dos BBBs da vida.
Boquita bravejava o direito inalienável, como ele mesmo falou, de todo macho, de admirar uma mulher bonita e uma boa partida de futebol. Aliás, homem que é homem tem obrigação de gostar disso. As esposas deveriam até agradecer, porque depois do marido ver aqueles mulherões quem é que aproveitaria? Elas mesmas. “A gente vai para a cama e crau! Aí todo mundo fica feliz.” Soltou uma gargalhada estrondosa!
Seu oponente argumentou que mulher não é descarrego das nossas tensões nem dos tesões guardados. “Sexo com ela é quando estou a fim dela e ela de mim.”
Nessa hora, o Boquita proferiu uma piada que não fica nada bem eu reproduzir, acompanhada de gestos igualmente reprováveis, o que levou o até então calmo Taumá meter-lhe uns tabefes nas fuças, de tal modo, que o chauvinista, depois que apareceu a turma do deixa - disso, foi para casa, tentar assistir ao BBB com um olho totalmente inchado.
Piada da noite, dos ficantes do bar: hoje, o Boquita vai ver só metade das gostosas, pois só tem um olho para enxergar
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23 de janeiro de 2009

O HOMEM DA ÁGUA



Num destes dias de calor infernal, estava na varanda de casa, observando o Cocó, ruminando sobre as efemérides da vida, quando o Pequeno João me trouxe à realidade:
- Pai, o homem da água!
Era o “entregador de água” do Mercadinho Chicão. Tão logo paguei o rapaz e ele saiu, o Pequeno João correu a pegar o álcool e uma flanela limpa para me ajudar a lavar o garrafão de água mineral, antes de colocá-lo no bebedouro.
Interessante como para as crianças, algumas tarefas quase insignificantes para nós, gente grande, são motivos de verdadeira festa. O prazer que o pequeno tinha em molhar o tecido com álcool e me entregar era algo de maravilhoso.
Isso me fez lembrar a alegria que eu tinha quando criança, de ver dobrar a esquina da saudosa Rua Felino Barroso, a carrocinha da água. Um enorme galão de madeira, pintado de verde com uma torneira na face da popa, instalado sobre um rígido sistema de rodas e molas, com latas de flandres presas à sua lateral por borrachas de pneu, puxada por uma burra.
Entráva-mos em casa a correr, anunciando o “homem da água”. Tudo para ter a alegria de ver a cozinheira da casa de meu pai, a Toinha, colocar a água das latas no enorme pote da cozinha e deste para a quartinha e para o filtro cerâmico. Só daí, para as garrafas da geladeira Clímax.
Essas coisas o meu garoto não verá. A tecnologia atual e a questão sanitária não permitem mais que a água chegue a nossas casas de forma tão insalubre. A água da cisterna do condomínio que consumimos para banho e cozimento em casa, por exemplo, passa por vários filtros e há nos flanelógrafos, frequentemente destacados exames feitos em laboratórios, comprovando a sua potabilidade.
Nas conversas com meu amigo Augusto e seus pares da Cagece, por várias vezes me foi assegurado que a água daquele órgão que abastece nossas caixas d’águas é de excelente qualidade e que se eu usasse, apenas como reforço um bom filtro de carvão, garantiria à minha família água pura toda vida, direto da torneira, sem ter que recorrer às solicitações de entrega dos mercadinhos.
Não quero, nem de longe, por em dúvida a qualidade desse serviço. Mas, meus amigos da Cagece me desculpem, assim como lembro com carinho da carrocinha da água, estou dando a meu filho a chance de se lembrar um dia, do homem da água, que creio não existir mais quando ele tiver cinqüenta anos.