Querido leitor,
Estou de volta após uma semana de férias (só!?) na Serra de Ibiapaba e em Mundaú, pois ninguém é de ferro.
28 de julho de 2009
17 de julho de 2009
SEMANA DE FÉRIAS
Caro leitor,
Comunico que vou interromper a postagem deste blogue, até o dia 27 de julho, pois entrarei em férias.
Amanhã subirei a Serra Ibiapaba onde me deliciarei com as aprazíveis cidades de Ubajara, Tianguá e cercanias.
Uma semana de merecido repouso.
Até logo mais.
Comunico que vou interromper a postagem deste blogue, até o dia 27 de julho, pois entrarei em férias.
Amanhã subirei a Serra Ibiapaba onde me deliciarei com as aprazíveis cidades de Ubajara, Tianguá e cercanias.
Uma semana de merecido repouso.
Até logo mais.
MAYSA
ESCUTA NOEL
Maysa
onde estás noel?
que não escutas
os plagios das tuas musicas
que se ouvem por ai
frequentaste tanto tempo
a academia de melodia
e samba não se faz de amizade
ou simpatia
o samba agora criou
outro estilo
sambista só sabe sambar
pra granfino
e a favela agora ponto
de turista
de society de artista
e a poesia acabou
vem noel
vem fazer a serenata
tua musica faz falta
e ninguém nunca igualou
Maysa
onde estás noel?
que não escutas
os plagios das tuas musicas
que se ouvem por ai
frequentaste tanto tempo
a academia de melodia
e samba não se faz de amizade
ou simpatia
o samba agora criou
outro estilo
sambista só sabe sambar
pra granfino
e a favela agora ponto
de turista
de society de artista
e a poesia acabou
vem noel
vem fazer a serenata
tua musica faz falta
e ninguém nunca igualou
TRILOGIA PROCRIADORA
" Burle Marx, o Conquistador da flora, Libertador dos jardins, Herói Verde do Brasil, que com Niemeyer e Lúcio Costa formam a trilogia procriadora das cidades radiantes".
Pablo Neruda
Pablo Neruda
MAYSA 2
Em 1958, o nome da cantora Maysa foi notícia, TODOS OS DIAS (isso é verdade), em pelo menos um órgão da imprensa carioca ou paulista.
Hora numa crítica musical, hora em colunas de fofocas - seu comportamento avançado demais para a época era um prato cheio. Até em noticiário político a musa apareceu.
Reza a lenda que a cantora dos mais belos olhos verdes do mundo foi sondada para ser possível candidata a deputada federal, pelo PTB, a convite de João Goulart, na época vice-presidente de Juscelino Kubistcheck.
Na mesma época, Adhemar de Barros a teria convidado para sair candidata a vereadora.
Seu pai, conhecido entre os íntimos por Monja, foi deputado. Imaginaram as raposas da política, que filho de peixe é peixinho.
Resposta da bela quando saiu a manchete "Maysa Matarazzo convidada por Goulart e Adhemar para ser candidata" :
- Eu não serei candidata, nem sou Matarazzo.
Perfeita.
Fonte: Maysa, Só numa multidão de amores. Livro de Lira Neto, Globo Editora
13 de julho de 2009
JAIME LERNER : METRÔ NÃO É A ÚNICA SOLUÇÃO
Trechos de um texto do arquiteto Jaime Lerner sobre a questão do carro e do metrô.
"Um dos grandes equívocos na discussão dos problemas das cidades no mundo inteiro é a polarização entre a opção pelo carro ou pelo metrô no enfrentamento dos desafios da mobilidade urbana.
Com o crescimento do número de carros nas ruas, alimenta-se o imaginário popular com a ideia de que a solução seria a ampliação da infraestrutura viária, como viadutos e vias expressas, e o consequente aumento de grandes estacionamentos - subterrâneos ou não, e a adoção de toda a parafernália que acompanha a opção pelo automóvel com as metodologias de engenharia de trânsito.
Para contrabalançar isso, vende-se a ideia de que só o metrô poderia resolver essa confusão fenomenal. E aí aparecem os 'vendedores' de sistemas enterrados a abastecer a mente dos prefeitos com essa solução(...)
Mas afinal, é bom o metrô? É ótimo! Contudo, não se pode esquecer que construir uma nova rede completa de metrô já não é mais possível para as cidades de hoje. Londres, Paris, Moscou, Nova York possuem redes extensas, mas que tiveram sua construção iniciada a 100, 120 anos atrás, quando os custos de se trabalhar no subsolo eram mais baratos.
Hoje, uma metrópole como São Paulo, por exemplo, tem 4 linhas mas 84% dos deslocamentos são em superfície.(...)
Na minha opinião, os sistemas em superfície têm a vantagem de, com as características corretas (tais como canaletas exclusivas, embarque em nível e pré-pago e frequência elevada que chamamos de BRT, Bus Rapid Transport), alcançar um desempenho similar ou maior que o metrô subterrâneo por um custo que é acessível a todas as cidades e com uma implantação muito mais rápida. Ainda, há que se considerar a utilização de veículos individuais associados aos demais elementos da rede pública de transporte, como é o caso das bicicletas (o Velib) em Paris. O que o grupo de 'vendedores' não te conta é a quantidade imensa de recursos necessários para implantar uma única linha subterrânea que, contando todos os estudos, pode levar 20, 30 anos para ser construída. Ainda, sua operação terá que ser subsidiada, e aí recursos que se destinariam à educação, saúde, atenção à criança irão para o brejo (...).
Curitiba transporta 2,3 milhões de passageiros/dia em seu sistema em superfície, mais ou menos o mesmo que o metrô de São Paulo, ou o metrô e o trem de subúrbio do Rio de Janeiro, juntos. (...)
Mas por que então alguns excelentes prefeitos embarcam nesse 'metrô furado', ou no furo para o metrô? Porque precisam anunciar ideias para pessoas que têm seu imaginário alimentado por idealizações. Seria o equivalente a te prometer a Angelina Jolie e te entregar o Clint Eastwood. E quem estimula isso: tecnocratas que contribuem para a deterioração dos sistemas de superfície pela má operação, visando apressar a "necessidade" de um metrô. Por outro lado, cerca de 83 cidades do mundo como Seul, Bogotá, Cidade do México, Los Angeles, algumas delas maiores que São Paulo, estão implantando o que eles chamam o BRT de Curitiba.
País subdesenvolvido é aquele que importa como última novidade o obsoleto.
"Um dos grandes equívocos na discussão dos problemas das cidades no mundo inteiro é a polarização entre a opção pelo carro ou pelo metrô no enfrentamento dos desafios da mobilidade urbana.
Com o crescimento do número de carros nas ruas, alimenta-se o imaginário popular com a ideia de que a solução seria a ampliação da infraestrutura viária, como viadutos e vias expressas, e o consequente aumento de grandes estacionamentos - subterrâneos ou não, e a adoção de toda a parafernália que acompanha a opção pelo automóvel com as metodologias de engenharia de trânsito.
Para contrabalançar isso, vende-se a ideia de que só o metrô poderia resolver essa confusão fenomenal. E aí aparecem os 'vendedores' de sistemas enterrados a abastecer a mente dos prefeitos com essa solução(...)
Mas afinal, é bom o metrô? É ótimo! Contudo, não se pode esquecer que construir uma nova rede completa de metrô já não é mais possível para as cidades de hoje. Londres, Paris, Moscou, Nova York possuem redes extensas, mas que tiveram sua construção iniciada a 100, 120 anos atrás, quando os custos de se trabalhar no subsolo eram mais baratos.
Hoje, uma metrópole como São Paulo, por exemplo, tem 4 linhas mas 84% dos deslocamentos são em superfície.(...)
Na minha opinião, os sistemas em superfície têm a vantagem de, com as características corretas (tais como canaletas exclusivas, embarque em nível e pré-pago e frequência elevada que chamamos de BRT, Bus Rapid Transport), alcançar um desempenho similar ou maior que o metrô subterrâneo por um custo que é acessível a todas as cidades e com uma implantação muito mais rápida. Ainda, há que se considerar a utilização de veículos individuais associados aos demais elementos da rede pública de transporte, como é o caso das bicicletas (o Velib) em Paris. O que o grupo de 'vendedores' não te conta é a quantidade imensa de recursos necessários para implantar uma única linha subterrânea que, contando todos os estudos, pode levar 20, 30 anos para ser construída. Ainda, sua operação terá que ser subsidiada, e aí recursos que se destinariam à educação, saúde, atenção à criança irão para o brejo (...).
Curitiba transporta 2,3 milhões de passageiros/dia em seu sistema em superfície, mais ou menos o mesmo que o metrô de São Paulo, ou o metrô e o trem de subúrbio do Rio de Janeiro, juntos. (...)
Mas por que então alguns excelentes prefeitos embarcam nesse 'metrô furado', ou no furo para o metrô? Porque precisam anunciar ideias para pessoas que têm seu imaginário alimentado por idealizações. Seria o equivalente a te prometer a Angelina Jolie e te entregar o Clint Eastwood. E quem estimula isso: tecnocratas que contribuem para a deterioração dos sistemas de superfície pela má operação, visando apressar a "necessidade" de um metrô. Por outro lado, cerca de 83 cidades do mundo como Seul, Bogotá, Cidade do México, Los Angeles, algumas delas maiores que São Paulo, estão implantando o que eles chamam o BRT de Curitiba.
País subdesenvolvido é aquele que importa como última novidade o obsoleto.
ANIVERSÁRIO DO JOÃO
João Bosco apaga as velinhas. O mineiro, nascido em Ponte Nova, em 1946, inventou um estilo todo seu de tocar violão. Estilo esse copiado por vários violonistas da noite. Eu, que não toco nada de violão, fico me maravilhando com suas músicas.'Fascinio tenho eu por falsas loiras
Ai a negra lingerie'.
Pelo menos dois de seus discos são essenciais: Galo de Briga e Linha de Passe.
Vou ouvir Latin Lover, pra não me esquecer de olhar o sinal adquirido numa queda de patins em Paquetá.
DIA MUNDIAL DO ROCK
Hoje é o dia mundial do rock. Mais do que um estilo musical, um estilo de vida, odiado por Tom Jobim, e amantes da bossa-nova que não se conformavam com os seus únicos quatro acordes. Mas, apaixonava os jovens pela liberdade que era porta-voz. Principalmente na década de sessenta, quando começou-se a questionar o militarismo e as guerras. Talvez, até pela sua simplicidade musical e a facilidade de incorporar as mais diferentes letras, do protesto à balada romântica, foi a 'música' da segunda metade do século XX. Seu apelo, junto à juventude do pós-guerra foi inconteste. Globalizou-se com os Beatles e os Rolling Stones, embalou a juventude do 'flower power', as flores contra os canhões. Mais que qualquer outro estilo musical, incorporou o sonho e o drama da lisergia, que causou a derrocada física de músicos como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison, só para citar os que morreram em 1970.
Ganhou status de 'música inteligente' na dácada de setenta, para ser sugado e revisado de vez pelo mercado, tornando-se 'música boba' na década de oitenta, quando surgiram as Madonnas da vida.
A sua sobrevivência foi assegurada com a sua ramificação. Hoje, pode-se ser fã de grunge, britpop, pós-punk, glam metal, rock alternativo. Rock'n'Roll is here to stay.
Como fala Celso Blues Boy em sua música: AUMENTA, QUE ISSO AÍ É ROCK'N'ROLL!
Assinar:
Postagens (Atom)



