
No próximo dia 15, vão se completar 40 anos do maior evento ao ar livre da história. Em Woodstock, no estado de Nova York, quatro malucos: Michael Lang, John Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld, decidiram fazer um show de música e arte que até hoje é referência.
Inicialmente planejado para receber 50.000 pessoas, teve de ser preparado às últimas horas para ter um público de 200.000. Só que de fato foram 500.ooo malucos e hipies. O engarrafamento até o local foi tão grande que os músicos tiveram que chegar de helicóptero. A logística não funcionou. Como se poderia dar alimentação e bebidas, além de socorros eventuais para 500.000 pessoas durante três dias. As pessoas se juntaram e cooperaram entre si, dividiram o que tinham uns com os outros e curtiram toda a experiência daquele fim de semana.

Choveu durante o show, mas, nem mesmo a chuva, a escassez de comida, o abuso de drogas e a falta de condições sanitárias impediram que os três dias fossem pacíficos e de celebração à vida. Ao final, foram registradas duas mortes e dois nascimentos.
O primeiro músico foi
Richie Havens, na sexta-feira, dia 15, às 17h07m, cantando
High Flying Bird. O último foi
Jimi Hendrix, na segunda de manhã, com a música
Hey Joe. Entre os dois, passaram artistas do naipe de
Joan Baez, Crosby, Stuills, Nash & Young, The Who, Sly and the Family Stone, Janes Joplin, Santana, Johny Winter, Joe Cocker.

O proprietário do terreno, Max Yasgur, considerou o espetáculo uma vitória da paz e do amor e emendou: "Com todas as possibilidades de tumulto, roubo, desastre e catástrofe, meio milhão de pessoas passaram três dias com música e paz em suas mentes. Se nos juntarmos a elas, podemos mudar as adversidades que são os problemas da América hoje e transformá-las em um futuro mais brilhante e mais pacífico".
O festival foi filmado, gerando um documentário dirigido por Martin Scorcese. Neste filmaço estão registrados os shows e o comportamento alternativo da plateia que influênciou toda uma geração futura.