31 de março de 2009

LONGA VIDA A CLAPTON


Ontem, 30 de março, comemoramos mais uma primavera (64 anos) de um autêntico sobrevivente. Eric Patrick Clapton tinha, e fez, de tudo para “não vingar”. Só aos nove anos de idade, descobriu que sua ”irmã” era, na verdade, sua mãe. Filho não assumido de um romance passageiro entre sua mãe e um soldado americano, foi criado pelos avós, como filho.
Quando ganhou um violão aos treze anos, achou que não tinha jeito prá coisa, só não desistindo, porque a música era a única fuga de seus dramas internos. A isso, some-se a paixão que ele nutria pelo blues.
Meu primeiro contato com sua música foi lá pelos 72/73. Chegou às minhas mãos, via o troca-troca de discos que havia na época o bolachão duplo do Derek and The Dominoes: Layla And Assorted Love Songs. Eu, me convalescendo de uma viuvez dos Beatles, fiquei totalmente apaixonado por aquele som. Nada como um amor prá substituir outro. A partir daí, buscando em discos e revistas, cheguei aos Yardbirds (1963), Jonh Mayall & The Bluesbrakers (1965), Cream (1966).
John Mayall, um cara bem família, meio caretão, tentou dar a Clapton um sentido melhor à sua vida, já encharcada de drogas e álccol. Mas, você ser chamado de Deus –“Clapton is God”, nos metrôs de Londres- aos vinte anos e no auge da experimentação de drogas...
Peter Towshend, líder da banda The Who, batalha junto ao amigo para tirá-lo das drogas, realizando um concerto pro´-Clapton : o “Raimbow Concert” (1973).
Em 1976, quando entrei na Universidade, eu já estava totalmente siderado. Clapton, Hendrix, Doors e Joplin. Um pouco atrasado, mas, lembre-se, caro leitor, naquela época não havia internet. Importação de discos, só quando uma tia ou um amigo ia para a Europa ou Estados Unidos, e uma repressão filha dum militar, que controlava até o que a gente ouvia.
Meu amadurecimento coincide com notícias de seus dramas e revezes. Drogas, depressões, casamentos fracassados. Durante a década de 80, muito preocupado em batalhar meu espaço no mercado de trabalho, deixei um pouco de lado as revistas de música. Até porque estavam pop demais. Comprei em sebos vários discos usados. Gostei muito de Just One Night (duplo, ao vivo) e Bluesbrakers and Eric Clapton.
Em 91, morre seu filho Connor, de quatro anos, caindo de uma janela de apartamento.
Ressurge, mais uma vez, das cinzas em 1991 e 1992 com o cd duplo 24 Nights e o cd MTV Umplugged, vencedor do Grammy. Grava com o mestre B.B. King (Riding with The King), um disco sensacional. Em 2001, vou à cidade maravilhosa assistir a seu show no Sambódromo.
Depois, o disco Me and Mr. Johnson, com músicas de Robert Johnson, e o caseiro Back Home, onde Eric se mostra um homem feliz por estar em casa. Incluindo, no encarte, uma foto sua com a esposa e as tres filhas num quarto de criança. Em 2006, Road to Escondido, com J.J. Cale. Volta às origens.
Eric Clapton sobreviveu às drogas, aos casamentos fracassados, à bebida, à depressão. Hoje é um senhor bluesman, meio surdo, meio cego, o corpo combalido devido a tantos excessos. Suas preocupações atuais são sua família, sua música e o seu Crossroads Centre em Antígua, um Centro Internacional de Excelência para o tratamento dos efeitos do álcool e de outras drogas.
Longa vida a Eric Clapton (na quartinha).


Ouça/veja o DVD Crossroads Guitar Festival.
Leia Eric Clapton – A Autobiografia.

CHORA, PALHAÇO


Todos os palhaços do Brasil devem estar chorando a morte de Ankito. Nome artístico de Anchizes Pinto, considerado um dos cinco maiores nomes das chanchadas, esses maravilhosos filmes da década de 50.
De família circense, era filho do palhaço Faísca e sobrinho do famoso palhaço Piolim. Aos sete anos, Ankito estreou no palco de um circo como o palhaço Espoleta.
Atuou em shows no Cassino da Urca, como acrobata, ingressou no teatro, onde contracenou com Grande Otelo no show Bahia Mortal, participou do filme É fogo na roupa. Fez shows pelo Brasil com uma companhia de vedetes, em clubes e cinemas. Hoje, seria considerado um ator multimídea.
Com frequência, o ator era comparado a Oscarito, com quem nunca chegou a trabalhar. Ankito fez parceria com Grande Otelo em muitos filmes. Uma “dupla do barulho”, como se dizia naquela época.
Protagonizou 56 filmes, entre eles Três recutas, Marujo por acaso, Um candango na Belacap, Rei do movimento, O feijão é nosso, O grande pintor, Angu de caroço, O boca de ouro, Sai dessa recruta e Metido a bacana (reparou nos títulos sensacionais?)Fora da chanchada, participou dos filmes As cariocas, O Escorpião Escarlate e Beijo 2348/72.
Na televisão, fez parte do elenco da TV Tupi, da Record, da Bandeirantes e da Globo. N V~enus Platinada, além das participações nos humorísticos, fez parte do elenco de seis telenovelas. Participou da primeira versão do Sítio do Pica-pau Amarelo, onde fez os personagens Soldadinho de chumbo e o Curupira.
Ankito também trabalhou na séries Carga pesada, Amazônia - De Galvez a Chico Mendes, Sob nova direção e Engraçadinha, seus amores e seus pecados.
Atualmente era o personagem, Usinhor, do programa Zorra Total.
Ankito deixou a gente sem motivo para rir, aos 85 anos, 78 depois que Espoleta surgiu. Chorem palhaços, e hoje ao subir mo picadeiro, façam-nos rir mais do que o costume, pois precisamos de vocês.

27 de março de 2009

O PALHAÇO O QUE É...(2)

No dia 24 de março, quando coloquei um post sobre o trabalho do fotógrafo Jacques Antunes, sobre os circos de Fortaleza, não coloquei o sistema de compras do VCD. Pois aí vai: direto com ele, através do email jaxantunes@pop.com.br e/ou com Silêda (silkin@ig.com.br). Valor do VCD: R$10,00 fora a postagem (no caso de compra fora de Fortaleza).
Eu já tenho o meu.

TURMA DA PESADA


Morar em Basin City (HQ de Frank Miller) não é fácil. Basta dar uma olha nas meninas da "zona".

DIA MUNDIAL DO TEATRO


O dia mundial do teatro foi criado em 1961, pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI), data da inauguração do Teatro das Nações, em Paris.
"Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro."

"Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!"

Augusto Boal

RESPEITÁVEL PÚBLICO...


O Dia do Circo, 27 de março, é uma homenagem ao palhaço brasileiro Piolin (foto), nascido em 1897, em Ribeirão Preto, São Paulo.
Considerado o pai de todos os palhaços, era dono de uma enorme criatividade cômica além de habilidoso ginasta e equilibrista.
Aposta-se que o circo nasceu na China. Lá, encontra-se pinturas de 5000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas.
O Astley’s Amphitheatre, em 1770 cria a estrutura precursora do circo atual.
No Brasil, a história do circo está ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, fugidos das perseguições da Europa. Adaptaram-se ao ritmo das cidades brasileiras e exibiam seus talentos em montaria e ilusionismo nas festas populares, em fins do século XIX (na quartinha).
O novo circo é um movimento recente que adiciona às técnicas de circo tradicionais a influência de outras linguagens artísticas como a dança e o teatro,levando em conta que a música sempre fez parte da tradição circense.

26 de março de 2009

HOJE É QUINTA

Quinta-feira é dia de saborear a bebida, assim como sexta é dia de saborear os amigos.


RECEITA


OVOS CREMOSOS

02 pessoas

Ingredientes:
03 ovos
01 colher de sopa de requeijão
01 colher de sopa de creme de leite
Manteiga
Sal

Em fogo baixo, coloque primeiro a manteiga e, logo após, o requeijão. Com uma colher de pau, mexa, até ficar uma mistura homogênea. Acrescente o creme de leite e mexa novamente. Quando estiver tudo bem homogêneo, coloque sobre a pasta os ovos e o sal. Comece a mexer quando os ovos começarem a endurecer. Quando estiver pronto, coloque num prato e sirva.
Fica melhor se colocar uma pitada de ervas. Não aconselho orégano, pois dá um sabor que lembra pizza. Se quiser impressionar, um raminho de hortelã com fatias fininhas de tomate.
No café da manhã, fica arretado com torradas.

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO

O CD SIMPLIFIED foi gravado em 2005, ano em que o SIMPLY RED deu um show em Cuba no El Gran Teatro, e registrado em DVD (CUBA). Se você gosta do SR, vale a pena ver e ouvir o DVD. A chegada do Mick Hucknall no teatro é algo de interessantíssimo, pela simplicidade extrema. O teatro é lindo, a integração do grupo com os artistas cubanos é muito bacana.
Nota-se uma semelhança muito forte nas produções do show e do disco, tanto na escolha de músicas, como no andamento dos arranjos. O CD é acústico, com forte influência da música cubana. É muito gostoso ouvir Perfect Love, Holding Back the Years, More, Your Mirror, Fairground, com uma roupagem diferente daquela dos anos oitenta, com seus arranjos eletrônicos, mesclados com um soul balançante. Num dia de chuva como hoje, é um discão para se ouvir.
De preferência acompanhado.

25 de março de 2009

ARQUITETURA DA QUARTA

Observatório de Jantar Mantar, na cidade de Jaipur, na Índia, construído entre 1728 e 1734. (na quartinha)